quarta-feira, dezembro 31, 2008

Para 2009...

... peço pouco para mim!

Só quero uma coisinha de nada! Simples.
Quero ganhar o Euromilhões para poder mandar tudo à fava.
Só.
Mais nada.
Se assim fôr só lá para 2019 é que me pôem a vista em cima, porque até lá vou viajar, viajar e viajar. Vou conhecer tudo o que quero conhecer. Experimentar tudo o que quero experimentar. Viver tudo o que quero viver. Vou andar 10 anos atrás do sol e do calor.
E depois sim, voltar com a minha sapiência e assentar.
Não quero luxos materiais, só o luxo de poder ajudar a minha familia e amigos. O luxo de poder pagar os problemas para deixarem de ser problemas. O luxo de poder viver e conhecer tudo o que este mundo tem para oferecer. Porque sinto-me ignorante não por não ter lido todos os livros e mais algum, não por ser péssima a matemática, não por não perceber/gostar um cú de política, mas porque a minha experiência de vida é resumida ao que até agora pude pagar. Felizmente já viajei bastante, adquiri experiências únicas nessas viagens, mas sempre limitada por ter de voltar quando a operadora turística assim exigia, deixando as minhas vivências a meio, incompletas.
A última viagem que fiz foi a Goa. Dez dias com passagem de 24 horas por Bombaim. Dez dias não é nada. Mas cada dia que passei lá me enriqueceu, isso posso garantir. O que acontece é que dez dias lá funcionam como um "teaser". Só abre o apetite de lá voltar. E eu quero muito lá voltar.
E neste momento já estou a divagar, e podia começar a contar a minha viagem a Goa e as recordações fantásticas que trago de lá mas este post não é sobre isso.

Resumindo:
Para mim, já disse o que quero para 2009.
Para vocês todos, quero que os vossos desejos se realizem. À grande.

Agora vou ali jogar no Euromilhões.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

What??

-"I love Amy Winehouse!!! You know, you look a lot like her!"
Ao que nem precisei de abrir a boca para responder, tal era a minha expressão.
- "No, no, but in a good way!" Apressou-se a corrigir.
Good way? E que way é esse? O ar de pêga abandonada? O ar de bêbada decadente? O ar de agarrada o tudo o que é psicotrópicos? A voz? A voz não era de certeza, até porque a música estava muito alta para se ouvir a minha e eu nem estava a cantar.
Fiquei na dúvida.
Acho que preferia que me comparassem a um dos gajos do coro dela.

domingo, dezembro 21, 2008

Sebastian - The Superman

This post will be written in English because although Superman can speak a little bit Portuguese, he does understand English better. My English is a litle rusty though, so don't mind the stupid mistakes.



How i met Superman.

Friday night. I was tired and not feeling very well, but a friend challenged me go out a little and have fun. I thought "Ok. Just a little. Will come back home early."

So we decided to go to Lux.

The music was great. The crowd too.

Suddenly, in the middle of all that dancing people (in the bar), a figure cought my attention. He was tall, and wearing a shirt and dark grey suit (i think!). He had also glasses on. But what really cought my attention was the way he danced. A very very cool and stylish way. It was easy to see that he was having fun, no matter what song was playing, no matter what way people looked at him.
As i was. Because he was really funny, but not in a ridiculous way. I actually told my friend to watch him for a while. And she said - "Do you know who he reminds me of? Superman!"
And it was true... the glasses, the hair, and the suit, made him look like Clark Kent.
Time went by, and suddenly, i was dancing with my mind far away from there, and heard a voice "Are you guys from here?"
And there he was. Smilling at me.
So we started talking. I told him my friend thought he looked like Superman, he laught. Asked my name and introduced himself as "Clark". But after a while he said his real name was Sebastian.
So he was from Austria, and it was his first time in Portugal. Some guy (a very clever one, i must say) recommended him "Lux". He was leaving to Brazil at 8h00 (i think).
Most of the things he told me i couldn't listen, so we decided to dance more, and talk less.
We danced, we drinked, we all went outside to get some air, talked a litle bit more untill we froze, went back inside and danced, and drinked, and dance and drinked again. Untill 6h00.
I had to leave, unfortunately. We traded emails and phone numbers and i told him to come back in the summer.

So imagine my surprise, when the day after, at dinner time, i receive a call from a strange number.
It was Sebastian. I asked him "Are you already in Brazil?"
He answered: "ahhhhh, actually no. I didn't get the plane. So now i'll be leaving tomorrow. I was hoping to see you again, what are your plans for tonight?"
" i was planning to get some rest. I am really tired, didn't sleep much, i don't think i can move!"
-"Ah, come on!!! It's my last night!!! I'd like to see you! We could go to Lux again. A friend of mine is here and i want to show him "Lux".
"What? Are you crazy? I said i can't move, do you think i can dance?"
-"You will dance!!"
So ok. I definitely can't learn from my mistakes. After last week, i thought i learned something (well actually, i learned to go out without my car).
So again, we drinked and we dance, we got to know each other a little better, then he confessed to me he didn't get any sleep for 40 hours!!! And there he was, dancing like crazy! He sure was Superman, ahahahah!
But...
After a while...
He saw the couches upstairs in the bar, and he felt like they were calling him... so he decided to sit down for a while.
The 3 of us decided to sit and i was afraid i wouldn't hang on and fall a sleep, but after 5 minutes, Sebastian thought the couch was very similar to his bed. So he laid down. And after (what, 2 minutes?) he was deeply sleeping. Everybody that passed by thought he was in a coma or something.
So that was your last night at Lisbon, Superman! Sleeping in Lux couch!
I hope you had fun, i'm sure you will at Brazil, and don't forget to send me the pictures you took with your cell phone!

Oh, and by the way,
es ist alles über die harmonie.
Ich hoffe, dass Sie das Andenken genoßen, das ich Ihnen gab, und ich hoffe eines Tages, dass ich Sie wieder sehen werde.
Kuss

domingo, dezembro 14, 2008

hoje...

... sinto-me como o tempo. Não sei se chova, se brilhe, se gele ou se mande tudo pelo ar.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Muito improvável...

... ter dormido apenas umas 3 horitas e ter me levantado ás 07h30 da manhã para ir trabalhar, a uma quarta feira.
Passar o dia a questionar-me qual a matrícula do camião que me passou por cima.
Estar no trabalho e desejar como nunca a minha cama.
Sair do trabalho às 19h30 e 15 minutos depois estar com 2 amigas a beber ginginhas de Alcobaça em copos de chocolate, mas depois a rapariga que servia simpatizou connosco e já eram copos de plástico 5 vezes o tamanho dos de chocolate e cheios até cima, pelo mesmo preço.
Ir a uma bomba de gasolina a caminho de casa, sair do carro e achar que vou morrer e que vai começar a sair ginginha pelo meu nariz, boca, orelhas, etc..., dar 4 passsos e "afinal já passou, mas será que o gajo da caixa da bomba vai reparar que eu não estou na minha sobriedade plena?".
Três horas depois de sair do trabalho chegar a casa aos tombos e a segurar-me às paredes (não só pelas ginginhas mas pelo cansaço/sono, e o facto de não comer nada há 6 horas etc...), e de garrafa da tal ginginha na mão, por estrear.
Comer uma sopa maravilhosa que fiz ao calhas.
Escrever este post, publicá-lo, e só depois me aperceber que afinal não é quarta feira, mas terça.
Publicar e voltar ao "Editar mensagem" 5 vezes(juro que nunca me tinha acontecido).
E finalmente ir dormir.
Tudo muito improvável.
Mas foi este o meu dia.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Contos IV

A chuva batia nos vidros com força, lembrando-lhe uma banda de percursão frenética. De qualquer modo o conforto das quatro paredes parecia-lhe agora desconfortável. Pensou "A vida está lá fora, a morte aqui dentro". Tirou os olhos da janela, virou costas, e lançou-se corredor fora, arrancando um sobretudo do cabide da entrada e bateu a porta da rua.
Atirou-se à chuva, à vida, aos estranhos que deambulavam pelas ruas à procura do mesmo que ela.
Lá fora, ela parou, tirou o capuz da cabeça, levantou os olhos para ver os pingos que caíam e a forçavam a piscar os olhos. Sentiu cada gota que bateu e se desfez na sua pele. Olhou em frente de novo. E andou. Andou horas, tristezas, molhas, frios.
O conforto era o mesmo que sentia no calor de casa - pouco. Muito barulho. Trânsito. Fumos dos tubos de escape. "Fumos", lembrou-se, e acendeu um cigarro. Agora levantava uma aba do sobretudo para tapar o rosto e não molhar o cigarro. Encontrou um túnel escuro e ali refugiou-se, encostada a uma parede,queimando pensamentos a cada bafo, deixando-os desfazer-se com o fumo que saía pela sua boca.
Lembrou-se de tudo o que tinha: casa, emprego, família, carro, amigos.
Mas sentia um vazio. O mesmo que ela procurava preencher com a água que caía.
Atirou a beata para o chão molhado e voltou para a chuva. E ao primeiro homem com que se cruzou agarrou-lhe o braço e perguntou "sabes o que procuro? És tu que o tens, e escondes, e guardas de mim?". O homem arrancou o seu braço das mãos dela e seguiu com ar desconfiado. Ela baixou a cabeça, e arrastou os passos.
E até hoje caminha pelas ruas, perguntando a quem calha onde está o que procura.

domingo, novembro 30, 2008

oh what a night!

Sexta feira afinal não fui ao Lux. Parece que agora, de 15 em 15 dias à sexta feira o Lux faz uma festa em que se tem de ir mascarado rigor, e portanto resolvemos mudar de planos.
Acabámos por ser 12 malucos desgovernados a invadir o lugar que eu menos esperava, apanhámos todos uma tosga descomunal, levámos com granito na testa, dançámos como se não houvesse amanhã, a Fernanda e a Sónia nem sonhavam no que se estavam a meter, mas acabaram por ter uma noite como nunca tiveram! O Miguel parecia estar possuído pelo demo, às tantas fomos dar com ele a dançar com umas cortinas (!), ele enrolava-se nas cortinas, ele tapava-se com as cortinas, ele esfregava as cortinas no peito com olhar lascivo... até que o segurança lhe foi chamar à atenção. Eu ri-me como já não me ria à muito. Quando liguei ao Du e ao Zé Pedro a dizer:" meus queridos, hoje a vossa bebé precisa de ser animada", eles levaram muito a sério. Foram me buscar, e o Zé Pedro recebe-me com um abraço e diz: "Querida, esta noite é tua!".
E foi! Todos passaram a noite inteira a puxar por mim, não me deixavam parar nem um segundo! E quando eu ía a abrir a boca, o Alexandre como se adivinhasse fez "chiuuuu" e disse "hoje não vamos falar de coisas tristes!"
Há melhor amor que este?
Meus babes, muito obrigado!

domingo, novembro 23, 2008

The Million Dollar Hotel

"Wow,
After i jumped, it ocurred to me, life is perfect.
Life is the best. Full of magic, beauty, opportunity, and television.
And surprises, lot's of surprises, yeah.
And then there’s the best stuff of course, better than anything anyone ever made up, 'cause it’s real."


A crítica foi das piores. À primeira vista parece um filme dramalhão, decadente, deprimente e parado. E se calhar é, mas não deixa de ser um dos meus preferidos.
Mas vamos lá ver:
- Realizado por Wim Wenders (sim, o gajo às vezes consegue ser uma seca!)
- A fotografia é de Phedon Papamichael ( Muito, muito bom!)
- Escrito por Bono, Nicholas Klein e Wim Wenders.
- A Banda Sonora ficou nas mãos de Bono, Brian Eno, Jon Hassell, Daniel Lanois, Hal Willner, e foi formada a MDH Band (Million Dollar Hotel Band). Sei que muitas pessoas da minha geração têm um ódio de estimação aos U2/Bono Vox, mas eu não sou uma delas, cresci a ouvi-los, e além disso nesta banda sonora acho que foge um bocadinho ao habitual dos U2, tendo muita influência de Jazz e Blues. Uma curiosidade: a letra da música mais conhecida desta Banda Sonora, a "The Ground Beneath her feet" foi praticamente retirada do livro com o mesmo título de Salman Rushdie, o qual concordou plenamente com o "plágio intencional", e inclusivamente aparece numa cena do vídeo desta música.
- As interpretações:
Temos a magnífica Milla Jovovich. Confesso que gosto muito dela, não acho que seja má actriz, pelo contrário. Aqui, também ela participa na banda sonora com a música "Sattelite of Love", na qual ela brinca com a voz provavelmente por não ter voz para cantar, e o resultado é no mínimo original.
Temos o Jeremy Davies. Sem dúvida a melhor interpretação neste filme. O personagem que ele interpreta exige uma liberdade de expressão corporal a meu ver muito díficil. Ele é Tom Tom, o meu personagem preferido deste filme.
Temos o Mel Gibson. Um Mel Gibson muito diferente do que estamos habituados.
E ainda uma série deles como Amanda Plummer,Gloria Stuart, Julian Sands, Jimmy Smits, etc...
- A estória: Pode não ser a melhor. Num hotel que fora nos seus tempos áureos de grande renome é, no momento, um edificio ocupado por indigentes, cada um mais maluco que o outro. Lá vive Tom Tom (Jeremy Davies), um personagem que é inocente e meio maluquinho e que parece viver numa realidade só sua. É apaixonado por Eloise (Milla Jovovich), um anjo caído nas ruas da cidade. Outro dos residentes é Izzy (Tim Roth), um drogado que cai do telhado e aparece morto. O agente do FBI Skinner (Mel Gibson) é quem vai investigar se tratou-se de um suícidio ou assassinato. Todos os residentes são suspeitos. Enquanto isso, Tom Tom e Eloise vão se apaixonando. Acima de tudo , é uma estória de amor. Estranha, mas bonita e tocante.
O melhor?
Para mim são os diálogos e monólogos de Tom Tom.
Aqui têm o trailer, com um som péssimo aviso já!

quinta-feira, novembro 20, 2008

Coisas que não te digo I

Sentir em silêncio

Um dos grandes problemas nas relações é geralmente, a projecção. Apaixonamos-nos por uma imagem que fabricamos na nossa cabeça e algumas dessas projecções até podem corresponder à realidade. À excepção dos sentimentos mais especiais que nascem entre pessoas que já se conhecem pessoalmente há algum tempo, mas que nunca se "encontraram" até ao dia.
Ou seja, quando conhecemos uma pessoa e dá-se aquele "click", começamos nesse segundo a projectar uma personagem, uma figura mítica até, que depois à medida que o tempo vai passando, se desfigura, revelando a (por vezes crua) realidade.
Isso já aconteceu comigo, e provavelmente com toda a gente.

Mas e se fôr ao contrário?
Pois é... agora estou baralhada.
No nosso caso, o facto de ter projectado em ti uma figura vazia, boémia, sem apegos, sem laços, egoísta, gozão e tudo o mais de negativo que há anos ouço de ti (sim, porque eu ouço falar de ti há anos embora tu só saibas da minha existência há uns 2 meses), achei que isso funcionaria como uma vacina contra ti.
E naquela noite em que tão improvávelmente nos conhecemos (nunca tal coisa me tinha passado pela cabeça), estive sempre confiante. Sem problemas! Ah queres o meu telefone??? Toma lá pá, eu sou ninja e portanto imune a qualquer charme que tentes emanar para os meus lados.
Na verdade o nível alcoólico era tal que achei que nem sequer tinhas guardado o meu número, e que pronto tínhamos trocado umas palavras mas nunca mais te ía ver na minha vida pessoalmente. Afinal naquele louco aniversário do Lux, eu devo ter "conhecido" e trocado palavras com umas 20 pessoas que nunca tinha visto antes! Até houve um rapazinho (bem engraçado, por sinal) muito bêbado mas muito querido que, ao fim de uma meia hora de troca de palavras entre as quais "tu és linda" que ele repetiu umas 10 vezes, me deu um beijo na boca, ao que reagi com um "Então adeus" e fui-me embora e lá está, nunca mais o vi.
Mas não. Cheguei a casa às 8h30 e tinha uma chamada tua não atendida.
Ao que respondi com uma mensagem nada simbólica "Então, essa ressaca, tão grande como a minha ou pronto para outra?"
E assim começou. Troca de mensagens e eu sempre a pensar:"Eu sou ninja. Eu sei bem que terreno estou a pisar"! É que nestas coisas, eu sou um bocado como o outro "some people ask why, i ask why not". E ao fim do primeiro encontro, no qual bebemos um copo e conversámos animadamente, quando me deixaste em casa, antes de fechar os olhos, perguntei a mim mesma claramente "Why not"?
Afinal não me envolvia com ninguém há quase 2 anos, porque não? Ele é um gajo que consta ser pouco dado a compromissos ; Eu ainda não me apetece muito me envolver assim tanto também, portanto why not?Eu já sei algumas coisas sobre ele, ele nada sabe de mim, so why not?
E as coisas foram se proporcionando. Mal sabia eu da minha capacidade sobrenatural de me enganar a mim própria.
Então comecei numa defesa obsessiva, a gelar que nem pedra cada vez que eras carinhoso. Quando me leste um poema de amor e me perguntaste o que eu achava, respondi-te que era bonito, mas uma anulação da pessoa que o tinha escrito. Quando disseste que gostavas de mim não te respondi... quando tentavas te aproximar não fisica mas emocionalmente eu quase me desligava... comecei a perceber que estava presa numa carapaça que eu própria tinha criado, e provavelmente é essa a ideia que tens de mim hoje: um corpo, nada mais. E deixaste de te aproximar. E deixaste de me ler coisas. E começaste-te a afastar... até que eu já me sentia uma boneca. E começou a doer. A doer muito. E apeteceu-me tanto dizer-te esta não sou eu! Eu na verdade apaixonei-me por ti cada vez que me falaste ao ouvido, cada vez que me tocaste, cada vez que me beijaste, cada vez que me procuraste. Cada vez que pediste a minha opinião sobre a última coisa que tinhas feito, sobre aquilo que estavas a fazer, sobre aquilo que ainda ías fazer. Cada vez que me abraçaste e me beliscaste as orelhas como tens a mania de fazer.
E ontem fui-te ver. A ti, mais às dezenas pessoas que estavam contigo. E fui-me embora sem te dizer nada. Não te apercebeste, mas fui me despedir. Porque se alguma vez podia ter sido alguma coisa para ti, hoje sinto que sou nada.

Whatafu**!?!

Estranho estranho é estar em casa de um casal de amigos de longa data que tiveram há 6 meses um bebé (lindo de morrer, diga-se!), ir ao PC deles fazer uma busca de imagens no google de qualquer merda começada pela letra "P", e no historial aparecer logo: "Pamela Anderson breastfeeding".

WHATAFU**!?!

terça-feira, novembro 18, 2008

Garden State


É, sem dúvida um dos meus filmes preferidos.

Zach Braff, além de actor, produtor e escritor é também realizador e aqui saiu-se bem. O actor da série "Scrubs" viu este seu filme ser nomeado para o "Grand Jury Prize" no festival Sundance.
Foi filmado em 25 dias, e conta com a presença, para além do próprio Zach, de Natalie Portman, Peter Sarsgaard e Ian Holm.
Não vou contar a estória do filme, mas cada personagem é deliciosamente estranha.
Só não gostei muito do fim, confesso.
A Banda Sonora é fantástica e ganhou o Grammy "Best Compilation Soundtrack Album for Motion Picture, Television or other Visual Media", com Frou Frou, The Shins, Zero7, Thievery Corporation entre outros.


Vale mesmo a pena ver.

Um conselho: Deve ser assistido na companhia de grandes amigos.

sábado, novembro 15, 2008

Dúvidas Alcoólicas

Porque será que, às 19h30 da noite de um Sábado, cada vez que me sirvo de Lambrusco, metade cai para fora do copo?
Será que é por estar nisto desde as seis da tarde?
E se ainda nem começou o jantar, como será a minha pontaria lá para as 23h?
Como vou saber qual é o meu quarto quando chegar a casa?
Será que na eventual agonia, saberei que tenho de ir até ao fim do corredor para chegar à casa de banho ou será que acabo a entrar no quarto da Fernanda e a vomitar sabe-se lá onde (adianto-me já com um pedido de desculpas se isso acontecer amiga!)

Bom, copo vazio.
Vou ali pintar de tinto a toalha da mesa.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Esta semana trezandou a morte... não lido bem com ela, nunca lidei. Foram 3 mortes não de pessoas próximas, mas de pessoas com importância para pessoas que me são próximas, e eu não consigo ficar indiferente.
Encontrei uma amiga que vejo basicamente 1 vez por ano, se tanto, a Carla Ascensão. Quando ela me viu, estendeu os braços e deu-me um abraço desesperadamente necessitado. Visivelmente abatida, a Carla falou-me da sua colega de trabalho e amiga Rute Cruz que morreu penso que foi no dia 6. Como não a conhecia não me atingiu. Mas ter visto a Carla tão triste tocou-me.
Não lido bem com a Morte.

Na verdade, não lido bem com nada que seja inevitável.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Seems i have to go, but still...

All I know is that you're so nice,
You're the nicest thing I've seen.
I wish that we could give it a go,
See if we could be something.

I wish I was your favourite girl,
I wish you thought I was the reason you are in the world.
I wish my smile was your favourite kind of smile,
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style.

I wish you couldn't figure me out,
But you always wanna know what I was about.
I wish you'd hold my hand
when I was upset,
I wish you'd never forget
the look on my face when we first met.

I wish you had a favourite beauty spot
that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit
that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars,
actually I meant three.

I wish that without me your heart would break,
Yea, I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
Yea, I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.

Look,All i know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish we could see if we could be something
Yea, I wish we could see if we could be something

* Kate Nash - The Nicest Thing
* E obrigado Nim.
E pronto.
E o Gabirú que andava a rondar antes de conhecer o "palerma" (private joke) que me está a dar dores de cebeça, resolveu do nada aparecer e pavonear-se à minha frente, a ver se coisa pega. É que, quando eu até poderia eventualmente, quem sabe, estar até mais ou menos interessada em conhecer, digamos, melhor esta ave rara, este calou o bico e sumiu-se (ainda não percebi se em boa ou má hora.)
Agora que estou tipo a tentar me aguentar à bronca em cima de uma gelatina gigante (tremida, leia-se), o Gabirú parece que sentiu o faro e reaparece.
Ah e tal e diz que eu sou um fenómeno. Eu digo-lhe que já me chamaram de muita coisa, mas fenómeno era o primeiro. Ele responde-me com beicinho - És má!
Eu dou um gole no meu café e digo - Maquiavélica até. Nem imaginas.
Ele convida-me para jantar no Sábado. Eu equaciono: gajo muito giro com tudo no sítio menos o cérebro ou, gajo que tem a sanidade mental completamente fora do sitio e que ainda por cima faz questão de me deixar também sem sanidade mental?
- Ok, jantar no Sábado então, respondo-lhe.
- Podes me ir buscar a casa? (tenho feito isso muito ultimamente... sou uma senhora gaja moderna)
-Posso pois.
- e estou seguro? não me vais raptar nem nada?
- hum... ( hesito). Sempre posso te largar ali no Conde Redondo... logo vejo.
Ele:
- ( cara de ponto de interrogação)

terça-feira, novembro 11, 2008

Desculpa...

Desculpa...


Mas já chega.
Melhor, não chega.
Quero mais para mim.

Não quero ar a preencher-me.
Quero substância. Dádiva. Orgulho naquilo que temos.
Quero dizer "É ele... é ele que, mesmo que efemeramente,
está aqui dentro".
Sei que se te abraçar com força não consegues respirar.
Mas quero ansiar pela hora que marcaste comigo.
Quero contar os minutos para o teu telefonema.
Quero não ter vergonha de me preocupar contigo.
E quero ser tua amante, namorada, mãe, amiga e irmã.
E tenho medo. Medo de querer tudo e depois não querer nada.
Medo de querer demais, e ficar sem nada.
E quero me sentir confortável connosco. Comigo. Contigo.
Com isto.
Quero ser mais para ti. Muito mais.
Merda de insatisfação.
Quero que sintas a minha falta.
Quero que penses para ti " ah, se estivesses aqui agora..."
E quero que contes comigo.
Quero-te todo.

Prefiro o nada à metade.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Contos III

Fantasma:
- Então e o outro...? Tens estado com ele?
Eu:
- Há uns dias que não sei nada dele... a última vez que tive notícias dele mandou-me uma mensagem para o telemóvel a dizer "Tu vicias!". Isto já foi há uns 3 dias, desde então nada.
Fantasma:
- "Tu vicias!"? Foi o que ele disse? E ainda nem esteve dentro de ti...

quinta-feira, novembro 06, 2008

Gosto/Não gosto

Quem me conhece bem, a fundo mesmo, sabe que eu tenho a mania irritante de racionalizar tudo. Penso que será uma defesa em resposta à minha fobia do descontrolo. Ao meu medo de enlouquecer e perder a noção das coisas. Detesto dilemas e confusões, e gosto de clareza e sentir que a minha mente é, para mim pelo menos, como um copo com àgua - assim transparente.

Como neste momento estou a viver não sei bem o quê, o que me leva a estar constantemente a racionalizar, a explicar, a desculpar ou não, a dar satisfações a mim própria, resolvi dentro da minha racionalização da coisa, pesar aquilo que gosto e o que não gosto.
Não para chegar a alguma conclusão, porque não vou chegar, mas apenas para traçar dois caminhos diferentes.

Gosto de ti, mas não gosto da ideia de te amar. Gosto da tua voz, das tuas expressões e de algumas coisas que escreves. Detesto o que algumas pessoas pensam de ti. Adoro estar contigo, mas detesto que os meus amigos achem que estou a cometer um erro crasso. Gosto da tua pessoa, da tua personalidade, mas detesto pensar que talvez sejas um pouco vazio, por não conseguires criar laços. Gosto por outro lado, do teu desprendimento e da fronteira que criaste para a tua liberdade, mas detesto lembrar-me que mesmo neste momento poderei não ser a única, embora aja como se isso não importasse.
Adoro que a tua cabeça seja uma centrifugação tresloucada de ideias e de criatividade, que te metas em mil projectos de uma vez, mas não gosto que te esqueças de ti às vezes. Adoro que cada vez que estou contigo me faças sentir um pouquinho parte da tua vida, mas detesto ficar sem saber de ti por vezes mais que três ou quatro dias - nem um telefonema, nem um sms.
Também não gosto de estar sempre a desculpar a tua ausência porque estás "sempre muito ocupado com as mil coisas em que te metes."
Gosto das tuas maluquices, como a de gravares num pequeno gravador "a Latonero é palerma, mas eu gosto muito dela". E ao mesmo tempo detesto, porque me desarmas.
Não gosto de saber que estou com uma pessoa que tem fama de mulherengo, mesmo tendo consciência disso desde o ínicio.
Adoro quendo lês na cama e fazes questão de o fazer com a minha cabeça no teu ombro. Adoro os teus beijos e o teu toque, mas odeio a ideia de os partilhar. Adoro que não acordes com o telefone a tocar, nem com a tua campaínha a tocar, nem com carros a buzinar à tua porta, mas que abras os olhos esbugalhados automáticamente se saio da tua cama. Gosto de te ouvir a trabalhar (a ler alto o que estás a escrever, a ler alto os teus raciocínios). Detesto que me apeteça te ligar mas não o faço porque não sei se podes/queres/apetece-te atender.
Gosto de ouvir falar bem de ti. Detesto ouvir falar mal de ti. Detesto quando te mando um sms e tu não respondes no próprio dia. Detesto ainda mais quando finalmente me respondes e eu fico com a estúpida sensação de que "afinal, sou feliz".
Detesto ter-me metido nisto com o objectivo de não me prender, mas sentir-me agora um boomerang - ora me atiras para longe, ora me agarras, para depois me atirares de novo.
Gosto que não me faças promessas - mas detesto saber que é por pura honestidade.

Contos II.1

Mas e se, no meio de tudo isto, eu estiver inadvertidamente a nadar para mais perto...?

quarta-feira, outubro 29, 2008

Enquanto a dor te varre,
para ti não tem nenhum sentido...
Cada emoção tua se foi,
e nem foi assim tão divertido.

Mesmo assim cá estou.
Enquanto o teu mundo se afunda.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Contos II

Sabes há quanto tempo eu não estava com alguém, assim? Nua? Há quase dois anos. É verdade. E aqui estou. Despida de roupa e de laços e de sentimentos. Quando estamos tanto tempo sem nos envolvermos com alguém, existe a ideia de que quando isso voltar a acontecer que será porque nos apaixonámos. Mas este não é o caso. Sim, uma vez que não havia sentimentos nem pudores no caminho, poderia já o ter feito há mais tempo, mais vezes, com qualquer ou até quaisquer outras pessoas. E no entanto estou aqui, com a pessoa que menos confiança inspira, com uma pessoa que gosta de afirrmar bem alto que não sabe nem quer saber o que é o amor. Com uma pessoa que tanto pode estar agora aqui comigo como daqui a uma hora estar a fazer exactamente o mesmo com uma outra fulana qualquer. Uma pessoa que tem a fama de, passo a expressão, "comer tudo o que mexe".
Então quem me é mais próximo pergunta-me: Porquê esse gajo? Não vale nada!
A verdade?
Eu não queria ser escolhida. Queria ser eu a escolher, e escolhi-te, qual predador escolhe a sua presa. Não quero laços. Não quero ter trabalho, nem perder tempo. Dois anos de celibato é muito tempo, mas não vou enganar ninguém com promessas falsas de amor só para quebrar esse celibato. E tu, és fácil. És garantido. E divertido, fazes me rir até nos momentos em que não é suposto rir. Fazes me encarar tudo isto com leveza, sem preocupações. Aqui, ninguém vai sair magoado, porque por mais que os nossos corpos estejam colados, estamos a oceanos de distância um do outro.

Contos I

- Vamos ao Chiado comer castanhas.
- Desculpa!?Ao Chiado comer castanhas? Que raio de encontro é esse?
- Está frio. Podíamos ir dar uma volta ao Chiado, comer as primeiras castanhas do ano, e depois podíamos ir beber um chá a qualquer lado...
-Não gosto de chá. Tinha outras ideias mais... quentinhas... para o nosso encontro...
- Ehr... podes sempre beber um chocolate quente. Sei de um sítio que tem lareira e empresta umas mantas... podíamos nos aconchegar enquanto bebemos as nossas bebidas quentes...
- Hum... que romântico... (mas será que o meu decote não está suficientemente sugestivo para ele? Se calhar é gay...)
- Vamos andando a pé. Está frio, mas está sol. E daqui a nada o sol vai se pôr. Assim, antes das castanhas e das bebidas quentes, passávamos no Adamastor e víamos o pôr-do-sol!
- Ops, desculpa, é o meu telemóvel, tenho de atender. Estou? Oláááá´... estás bom? Huh? Não, nada, vim só dar uma volta ao Chiado. Quando, agora? Sim. Em tua casa? Ok, vou já. Ihihihih, porque perguntas? Tenho um vestido curto... ihihihih... gostas? Então até já!
Desculpa, tenho de ir embora. Fazemos isto das castanhas noutro dia, pode ser? Beijinhos!
- ...?...


- Boa tarde. Queria um pacote de castanhas, se faz favor...

terça-feira, outubro 21, 2008

«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»


Florbela Espanca
É um dia triste...
Cinzento.
Sem luz.
Sem conforto.
Um dia que por mais que consuma,não sacia.
Um dia frio.
Sem achar calor em nada.
Um dia que nem os sonhos me valem.

Dia que não te vejo não é dia...

A Praia

Confiem em mim...
...É o Paraíso.
É aqui que os ávidos se alimentam.
Pois a minha geração circula pelo Globo à procura de algo que nunca experimentou antes.
Por isso, nunca recuses um convite.
Nunca resistas ao desconhecido.
Nunca falhes no civismo.
E nunca prolongues as "boas-vindas".
Mantém apenas a mente aberta e absorve a experiência.
E se doer...bom, provavelmente valerá a pena.
Nós desejamos, e nós sonhamos,mas nunca acreditamos que algo nos vai acontecer,não como nos filmes.
E quando isso acontece nós esperamos que seja mais visceral, mais real...
...Eu estava ansiosa por ser atingida.

Ainda acredito no Paraíso.Mas pelo menos agora sei que não é um lugar que se possa procurar,porque o que importa não é onde se está, mas sim o que se sente por um momento na vida.E se encontrarmos esse momento...
...ele durará para sempre!

Os homens e as mulheres

Quero primeiro que tudo, tentar moderar o que vou dizer.
Não quero ferir susceptibilidades, cada um sabe o que vale (ou não).Cabe por isso a cada um fazer uma pequena avaliação introespectiva, vocês senhores que lêem estas linhas com curiosidade.
Cabe também a vocês olhar à vossa volta com olhos de ver, de avaliar, de medir, de discernir.
Venho deixar palavras sobre a minha visão, um pouco a brincar, mas como dizia o outro "a brincar a brincar....".
Não venho falar da minha experiência nem da experiência de outros, mas do que observo no global (comigo incluida também, claro.)
Já devem ter ouvido falar na almofada que os líderes em invensões inúteis, os Japoneses, inventaram que tem a forma de um ombro masculino, com o bracinho para carinhosamente abraçar a companheira durante a noite e tudo (podem espreitar em http://www.armpillow.com/).
Agora pensem nas bonecas insufláveis. Já existem bonecas insufláveis cujo material é practicamente idêntico, em termos de textura e maleabilidade, a um ser humano.
Agora...pensem nos avanços da robôtica. Onde esta vai chegar em poucos anos. Dêem largas à imaginação.
Agora juntem tudo.
Já estão assustados?
Eu trato disso.
Imaginem que os nipónicos(ou melhor, nipónicas) se lembram de inventar um boneco homem, com o(s) tamanho(s) em real, feitos do tal material idêntico ao de um ser humano, com a ajuda da robôtica;Este novo brinquedo, poderia ser programado antecipadamente para abrir a boca apenas para dizer o que a sua feliz proprietária desejasse.E para fazer também o que ela quisesse,eheheh.Ao mesmo tempo este brinquedo, que não necessitaria de ser alimentado a não ser a corrente eléctrica, estaria programado para cozinhar, lavar loiça, aspirar casa, limpar retretes (dos pingos da proprietária, por sinal, visto que este não possuiria necessidades fisiológicas!!!),arrumar a casa, passar roupa a ferro, tomar conta de crianças, trabalhar que nem um doido para ao fim do mês levar um bom ordenado para casa, para ajudar com os (imprescindíveis) gastos da mulher, e no fim de isto tudo, dar as boas vindas á sua "dona", quando esta chegasse a casa, com um largo sorriso, um abraço caloroso, e uma beijoca "daquelas".
Claro que, este "boneco" nunca trairia a sua proprietária, a não ser que viesse com defeito de fabrico, mas sendo assim também podia-se reclamar e trocar por um novo.Imaginem agora os modelos disponíveis no mercado: o modelo "Brad pitt"... o modelo "Jude law"...enfim, ao gosto da freguesa.
Agora imaginem que esta invenção realmente aparece no mercado nos próximos anos...Se alargarmos a nossa imaginação, podemos ter uma visão tipo "Mad Max feminina":Rapidamente os "machos" deste mundo entrariam em extinção, visto a sua única utilidade ser a de reprodução (um robô ser capaz de fecundar uma humana será pedir demais...).
Seriam criados campos de reprodução. Só aí existiriam humanos, do sexo masculino.Por esta altura, os senhores já devem estar assustados.
O que acham?Acham que as mulheres deste mundo comprariam um exemplar cibernético destes?
Não?
Pois eu como mulher não tenho dúvidas que sim.Acham que, a mulher que todos os dias apanha do marido, não compraria?E a mulher que todos os dias tem de aturar o marido bêbado?E a que tem um inútil que chega a casa, senta-se no sofá a ver o futebol, e ainda "caga" sentenças?E a mulher cujo marido raramente aparece em casa, a não ser para lavar a roupa que ainda por cima vem manchada de batôn de outra mulher?Ou aquela que trabalha, cuida da casa, dos filhos, e ainda tem de cuidar do marido como este fosse mais um filho que cresceu até aos dois anos e aí ficou?E aquela que é ainda solteira, porque não está para nada disto?Acham que não compraria um "Brad Pitt" multifunções?
Desenganem-se amigos.
Esta realidade, por mais absurda que pareça, e mesmo sendo apenas um produto da minha imaginação mais sádica, não está tão longe quanto isso. Ora visitem http://www.realdoll.com/.
Por isso...Olhem à vossa volta...mas com olhos de ver, de sentir, de analisar.Pensem bem no vosso papel.E mais do que isso......lembrem-se da importância e da falta que vos faz a mulher.No que seria a vossa vida sem elas.
Que cada um enfie (ou não) a sua carapuça.
Trocam-se olhares cúmplices.
Dão-se e largam-se as mãos.
Logo se desfazem os beijos mal começamos a dá-los.
Rasgamos abraços e eu digo:- Podias ser um assassino...
- e depois murmuro-te ao ouvido,muito baixinho: - mas sem ti, não acredito em mim.
O amor é uma merda, digo eu, e depois arrependo-me.
Fraca perfeição a da Natureza.
Uma bela ideia com lapsos pensei, e sorri.


*adaptado de excertos soltos de M.E.C.
...É estar num auge
De não se sabe bem o quê
Cerrar os olhos em pausa
E ainda assim se vê.
Vê turbilhões de cores
Em movimentos de luz
Perder a noção do tempo
Por um Deus que me seduz.
E em movimentos subtis
Tactear o Paraíso
E sentindo tudo, delirando,
Minha boca traça um sorriso.
E são choques nos meus dedos
Ao te tocar, levemente
E subir aos céus...
...Esquecer tudo e toda a gente.
Mordo o lábio num reflexo
E de repente já não sou eu,
Perdi-me algures...
...Num labirinto que não é meu.

03.04
"...não estou tão mal que te necessite, nem tão bem que te aguente..."

*Agustina Bessa-Luis

Os pseudo-qualquercoisa.

Estou farta dos pseudo-qualquercoisa...e abundam por aí... quase ninguém é o que é na verdade. Toda a gente tem necessidade de mostrar aquilo que não é. Já não há pessoas...há pseudos-qualquercoisa. Ninguém diz o que sente...ou melhor, não é obrigatório dizer o que se sente, pode-se ficar em silêncio...manter segredo...mas os pseudo-qualquercoisa insistem em dizer aquilo que não sentem. Roubam sentimentos e frases bonitas a outros, mas sem saber o que realmente querem dizer.Mostram um invólucro que nada tem a ver com o conteúdo. Têm atitudes forçadas, calculadas, esquematizadas... acção/reacção... disso percebem os pseudo-qualquercoisa! E por isso não são o que são, mas o que os outros gostariam que fossem. São tristes seres. O ser genuíno é proibido...não podemos dizer isto senão magoamos fulano; não podemos fazer aquilo senão somos mal-vistos.Não sei bem o que sou, mas digo o que penso, faço o que digo. Que se lixem as susceptibilidades!
Instinto. Espaço. Reserva. Sobrevivênvia. Evolução. Lógica. Tempo. Método. Início. Razões. Percepções. Movimento. Elementos. Questões. Sistemas. Aproximação. Poesia. Fluxo. Concreto. A vida continua. Realização. Certeza. Viajar. Caminhos. Adaptação. Extremos. Expressão. Revolução. Calma. Ultrapassar. Resposta. Complemento. Planeado nas estrelas. Destino. Oceanos calmos. Objectivos. Dádiva.
Silêncio...

...por onde vai o meu caminho, é o caminho da minha vida, é o caminho dos meus sonhos.
Sendo o que sinto, sendo o que sinto, que a luz me acompanha.

De volta aos "Porquês"

Confesso que estou um pouco sem criatividade para escrever, principalmente sobre factos ou opiniões minhas.Ontem reflecti sobre isso e a conclusão a que cheguei é que estou a passar pela fase dos "porquês".O pior é que eu sempre ouvi dizer que esta fase acontece por volta dos 7 anos de idade.Ora não sei se passei por essa fase aos meus 7 anos ou não (tenho de confirmar com os meus pais), mas o que é facto é que 20 anos depois voltei aos porquês. Mas desta vez não é bem o porquê das coisas...é mais o "será que".Fui assaltada por uma onda de relatividade que me complica as ideias.De repente, não há absoluto.Não há certezas nem convicções.Eu não tenho a certeza de nada.Dou por mim a questionar e a relativizar tudo, do mais complexo ao mais insignificante. Será mesmo tudo o que parece?E eu detesto falar sobre o que não sei, prefiro ficar calada.Então acabo por falar mais de emoções/sensações. Se físicas, ainda melhor, porque são mais fáceis de abordar.Dou por mim a começar a maioria das minhas frases com "eu sinto" ou "eu penso", muito mais que "eu sei".E isso incomoda-me. Faz-me sentir que nada sei.Cheguei também à conclusão que esta minha incerteza de tudo se deve principalmente ao conhecimento e experiência de vida (por mais pequenos que sejam) que fui adquirindo ao longo da minha vida.Coisas que me ensinaram, coisas que vi, coisas que senti, coisas que aprendi sozinha.Quanto mais se sabe mais complicado fica gerir toda essa informação.De repente, parece até que tenho uma ausência brutal de modéstia, afirmando que sei mais que os outros. Mas não foi isso que eu disse.Saberei talvez até menos que a maioria das pessoas da minha idade, a diferença é que talvez eles saibam gerir essa informação,e eu estou com dificuldades.São centenas de peças de Puzzle que não consigo encaixar umas nas outras!!
Ufa!! Espero que seja apenas uma fase......porque assim não se acredita em nada, e isso é terrível!
The American said: "We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."
Portuguese said: "We have José Sócrates, no wonder, no hope, and no cash."

PROMESSAS FALSAS...

- Nunca mais me encho de frutos secos/bolachas/aperitivos ranhosos da matutano/gelado/outras porcarias que tais em vez de jantar.
- Nunca mais cedo à tentação.
- Nunca mais bebo álcool.
- Nunca mais lhe falo na vida!!!
- Nem lhe telefono!!
- Nem lhe atendo o telemóvel!!
- Nunca mais saio à noite.
- Nunca mais olho para gajo nenhum.
- Nunca mais gasto dinheiro em roupa/perfumes/sapatos/e outras futilidades.
- Nunca mais escrevo neste Blog!
- Nunca mais beijo boca alguma!
Deixei de saber o que fazer às minhas mãos
quando deixei de te tocar...
Uma ideia peregrina surgiu do nada na minha cabeça...podia haver Ducolax para o cérebro...(trânsito intestinal/trânsito cerebral ; para esvaziar a merda, tanto dos intestinos, como do cérebro...)
Tenho me questionado frequentemente sobre a ilusão que cada um de nós tem da nossa imagem.Porque basicamente conhecemos-nos a nós próprios pelo que sentimos e pensamos e isso geralmente está oculto aos olhos de quem nos rodeia.Em contrapartida, para quem nos rodeia, nós somos as nossas acções, as nossas atitudes.Eu penso que sei o que sou através do que sinto e penso. No entanto sou duas pessoas: uma é aquela com quem convivo 24 horas por dia, a outra aquela que convive com várias pessoas ao longo do dia.Daí que quanto maior a confiança que temos em alguém, mais esse alguém vai aprendendo sobre nós.Apercebi-me disso porque ás tantas questionei-me se será que alguma vez amei alguém verdadeiramente.Para já porque cada um encara o amor à sua maneira; além disso o amor que dei de certeza que não terá sido o mesmo que o “objecto amado” recebeu…até lá chegar, á cabecinha e ao coração dele, sofre variadas mutações…não sei se me estou a explicar bem.Por exemplo: tenho uma amizade de 15 anos com duas pessoas. A partilha, a preocupação, o entendimento, a confiança, o interesse, e tantos outros sentimentos, têm proporções completamente distintas em comparação com outras pessoas, que passaram ou até permanecem na minha vida, mas não há tento tempo.Não terá existido ainda NINGUÉM (fora a estas duas amizades de quinze anos e a família, claro), por quem eu me preocupe tanto. Que eu ouça com atenção verdadeira, com interesse genuíno. Que eu entenda e respeite, seja qual for, a sua acção. Que eu saiba claramente que conselho dar. Que eu saiba quando precisa de ajuda e quando ajudar. Que eu não condene, e que simplesmente aprecie tanto as alegrias quanto chore as tristezas.Isso sim, é amor. Verdadeiro.Quinze anos…foi precisa uma evolução contínua na amizade para deixar o amor de alguém me atingir…e em consequência deixar o meu amor chegar a alguém.Tanto tempo!!Por isso… penso que me devo ter apaixonado umas quantas vezes na vida…mas amar mesmo, cada vez tenho mais dúvidas!Para vocês do Quarteto Maravilha!
Gosto de estar contigo...
e apesar de ser estranho, gosto de não estar sempre contigo...
Gosto que apareças do nada... sem aviso, de surpresa.
Gosto de achar que já te esqueceste de mim, quando no fundo sei que acabas por voltar.
Gosto de saber das tuas loucuras e não me importar...
E gosto de saber que, ao fim de há já alguns anos, é aos meus braços que gostas de voltar, depois de meses a andares sem rumo,e em loucura desenfreada e libertina.
Gosto de saber que, se não sou "o" teu porto seguro, pelo menos sou um deles, onde voltas para te acalmar.

The Cosmic Place

Existem muitos lugares que me tocam , então na Serra de Sintra são mais que muitos.
Vou falar de um deles. O Cosmic Place. Pouca gente conhece. Um spot que felizmente ainda não é muito conhecido.
Descendo uma rua íngreme, no final, há uma curva murada. Quando se está a descer de frente para o muro, pode-se ler, pintado com tinta branca, no muro de pedras rudimentares e com musgo à mistura, "Cosmic Place", com uma seta a indicar a direcção a seguir à curva. Segue-se por essa estrada, também murada, de um lado e doutro, de um só sentido, e estreita, e se olharmos para o chão de alcatrão, começa-se a ler, também a tinta branca, primeiro "Sol", com um Sol desenhado e depois, à medida que se vai avançando,Mercúrio, Vénus, Terra , Marte, Júpiter , Saturno, Urano , Neptuno, e finalmente Plutão, e chega-se de repente a um lugar com uma das mais belas vistas da Vila de Sintra. Aí, num muro do lado direito da estrada, pode-se ler:
COSMIC PLACE
Why Cosmic??
Kissing you is like travelling in a supersonic Space rocket.

Não está assinado.

Cobardia

Eu queria não ter medo de te perguntar
Tudo o que te quero perguntar.
Queria não me sentir presa e estática
Pela insegurança
E calar a tua boca com a minha.
Queria ter força para soltar os braços,
Para rasgar abraços,
Tantos quantos te quero dar
A cada minuto ao teu lado.
Queria perder as minhas mãos no teu cabelo,
Colar o teu ouvido ao meu peito,
E saciar as saudades.

Mas sou cobarde.
Para quem como eu é mulher, já deve ter ouvido "piropos" de toda a espécie desde que ganhou maminhas e rabiosque... então para quem morou ou mora em Lisboa, como no meu caso, e frequentou desde essa altura os vários transportes, deve ter ouvido as coisas mais incríveis!Eu já ouvi desde o assobio, ao "Borrachinho", ao mais hardcore que nem vou referir... nessas alturas a vontade é de ser um desenho animado e ter no bolso um martelo em forma de bigorna e esborrachar o dono daquele palavreado de forma a parecer passado a ferro.Mas depois à aqueles que metem conversa mesmo... ou tentam...Para eles, mas especialmente para as raparigas que adoram a originalidade destes trolhas, aqui vai uma sugestão de respostas:

Piropo: Tens uma boca! Deve ter um gostinho... Posso provar?
Resposta: Podes... (cospe no chão e vira as costas)

Piropo: Se tivesse uma mãe como tu, mamaria até aos 30 anos.
Resposta: Se eu tivesse um filho como tu mandava-o para o circo!

Piropo: Meu Deus, não sabia que as bonecas andavam!
Resposta: E eu não sabia que os macacos falavam!

Piropo: Olá, o cachorrinho tem telefone?
Resposta: Tem, porquê? A tua mãe está com o cio?

Piropo: Este lugar está vago?
Resposta: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se tu te sentares aí.

Piropo: Entã, o que fazes da vida?
Resposta: Eu sou travesti.

Piropo: Será que eu já não te vi em algum lugar?
Resposta: Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas... não te lembras?

Piropo: Nós já não nos encontramos em algum sí­tio antes?
Resposta: Já e é exactamente por isso que eu nãoo vou mais lá.

Piropo: Vamos para a tua casa ou para a minha?
Resposta: Os dois. Tu vais para a tua casa e eu vou para a minha.

Piropo: Eu queria ligar-te, qual é o teu telefone?
Resposta: Está na lista.
Réplica: Mas eu não sei o teu nome.
Resposta: Também está na lista, na frente do telefone.

Piropo: Ora, vamos parar com isso, nós os dois estamos aqui nesta discoteca pelo mesmo motivo.
Resposta: é, para engatar mulheres...

Piropo: Eu quero dar-me por completo a ti.
Resposta: Sinto muito, eu não aceito esmolas.

Piropo: Se eu pudesse ver-te nua, eu morreria feliz.
Resposta: Se eu pudesse ver-te nu, eu morreria de rir.

Piropo: Estás à procura de boa companhia?
Resposta: Estou, mas contigo por perto vai ficar muito mais difícil.
Sexta feira passada fui sair com umas amigas, "girls only", coisa que eu já não fazia há bastante tempo. Uma vez que ultimamente não tenho saído muito, fui à aventura sem saber sequer muito bem onde me ía meter."Vamos para o Delmare... há lá hoje uma festinha bem gira. É organizada pelo Valter."-Diz uma das minhas amigas.Pouco ou nada sei desse Valter, a não ser que é modelo, giraço, com corpalhão, e que já foi namorado da Merche Romero.O Delmare eu conhecia... de dia! Já lá tinha ido à praia e tinha adorado o bar, tem uma decoração muito Zen, muito praia, muito a minha cara.- "Vamos!!"Lá fomos nós, todas entusiasmadas.
Eu, fui com um vestidinho beje com bordado inglês na saia, chinelos rasos indianos, e uns colares de sementes ao pescoço. As minhas amigas íam uma de mini-saia, altíssima, com um pernão invejável. Outra, que até é da minha altura pôs também uns tacões e ficou logo 10 centímetros mais alta que eu. Além disso é linda de morrer (sabes que és amiga!!!). A terceira, além de vistosa, é magra, ou melhor está perfeita para a altura que tem (também alta), e tem um peitão que sobressaía no decote que trazia e que deixava qualquer um a babar-se com olhar fixo.
Chegámos ao Delmare. Eu, senti-me numa creche. Poucas pessoas tinham mais de vinte anos, e as que tinham ou eram aspirantes a futebolistas, ou tentavam enganar alguma menina mais desatenta tentando imitar futebolistas.Quem me conhece sabe que não é a minha praia, muito menos a minha onda. Mas tudo bem, estava com as minhas amigas e tal e a música não era excelente mas dava para dançar. Só que, como eu não me estava a sentir ambientada naquela gaiola de aves raras, entretive-me a observar, principalmente as investidas dos abutres que pavoneavam à volta das minhas amigas, e as figuras ridículas que faziam. Fartei-me às tantas dos encontrões e da pitalhada toda que por ali estava, mais a Merche Romero armada em sereia com cabeleira loira até ao rabo e bikini a dançar em cima de uma coluna e fui até à praia descansar um pouco a cabeça e os ouvidos, enquanto pensava "que coisa tão mal feita... festa privada e tal, supostamente, porque é que está esta criançada toda aqui?? E esta gente esquisita que por aqui anda... debaixo de que pedra é que os foram buscar??? Punha-se era um Reggae, convidava-se mesmo gente gira, estendia-se a festa aqui para fora, para a praia, mantinha-se as camas e os puffs lá dentro (tiraram tudo e fizeram lá tipo pista de dança de discoteca), enfim..."
Quando voltei para dentro tinha a festa terminado. Alguém sugeriu ir ao "RS", que é outra coisa que nunca tinha ouvido falar. Eu já estava pronta, aliás morta, para ir para casa, mas aflitinha para ir à casa de banho, então disse às minhas amigas que as levava lá, entrava para ir à casa de banho, mas depois ía-me embora.
E assim foi.Entrei lá e senti-me... deixa ver se consigo exemplificar...hum... ok, não consigo. Muito mas mesmo muito mau. A música era tipo um trance do xunning, uma coisa do outro mundo que me estava a fritar o cérebro... as gajas tinham ar de acabadas de sair de um show de strip, e os gajos tinham cara de "olá, eu ando no ginásio o dia todo, e o meu cérebro é tão quadrado quanto o meu físico", cabelo cheio de brilhantina todo espetado tipo ouriço, e óculos escuros (tipo...dah?!?).
As quatro avançámos para a pista, em jeito de "Sex and the city", mas eu deveria ser a Miranda, ou pelo menos assim me sentía no meio das minhas amigas todas altas, todas produzidas, todas giraças, com as suas mini-saias e decotes avantajados, e mais uma vez os gajos todos a babarem-se... e enquanto nos estamos a dirigir para a pista, no meio daqueles gajos nojentos todos, um cruza-se comigo, agarra-me no braço e diz " - És linda!".Arranquei o meu braço das mãos dele, e nem parei nem olhei para a cara dele e durante um segundo tive a minha reacção normal, que é raiva "atrasado mental, este macacóide, mas que merda é esta, a agarrar-me, fo**-se!
E de repente sorri... caramba... eu que toda a noite estava convencida que era invisível no meio das minhas amigas poderosas, e afinal... pelo menos para alguém, de todas, eu era linda! Obrigado.Valeu a noite, só por isso. Levei as minhas amigas até à pista, não aguentei 10 minutos daquela música e daquele ambiente, e vim-me embora.Foi uma noite em que senti-me enganada ( a festa era afinal uma merda), senti-me fora do meu mundo, do meu ambiente, da minha tranquilidade, da minha realidade, mas no final, aquela frase fez valer a noite.Agora...Tão cedo não me apanham numa festa do Valter ou do Delmare, e RS então nunca mais vai ter o privilégio de ter os meus lindos pézinhos por lá. Temos pena.

A Paixão...

... não passa de uma fase, que antecede ou não o amor. O amor, por sua vez, é facilmente corruptível. E nós, os nossos sonhos e as nossas vontades, somos quem o corrompe.Ao fim ao cabo encontraremos o amor quando encontrarmos algum santo que nos ature e nos inspire paciência para o aturar.E Santos, são cada vez mais difíceis de encontrar.

O Palito

Ontem estava eu a jantar num restaurante quando a minha paz foi bruscamente interrompida por um típico personagem daqueles que a mim desperta o meu lado maquiavélico e me dá vontade de pregar uma rasteira ou qualquer outra maldade.O dito começou por desatar a falar a um nível de decibéis para mim já acima do limite do aceitável em público, com a mulher, que se encontrava no outro lado do restaurante, e ele em pé atrás da minha cadeira. Além de com o primeiro grito, eu quase ter cuspido a garfada que tinha acabado de pôr na boca, ainda olhei por cima do ombro a imaginar quantos tipos de germes diferentes teriam se deslocado da boca daquele verme para o meu prato.O tipo passou ao meu lado (era uma óptima oportunidade para uma rasteirinha "não intencional"), dirigiu-se ao balcão. Pelo caminho reparei ainda numa nódoa gigante que tinha nas calças, precisamente no rabo (não, eu não estava numa qualquer tasca de bêbados e dissidentes!!). No balcão, agarrou num palito, e ali mesmo, de frente para a sala onde pessoas civilizadas tentavam jantar, desatou a palitar os dentes ( dando uns estalidos com a língua nos dentes de vez em quando, para ver se a coisa estava a resultar.)E é assim que nascem os snobes. Temos pena. A meu ver aquela pessoa devia ser proibida de frequentar os mesmos lugares que as pessoas civilizadas como eu. Não existe em vários estabelecimentos aquela placa que diz " A gerência reserva-se ao direito de admissão"?Então porra, ponham lá isso em prática se faz favor

Dirty talk

Naqueles momentos a que os americanos tão sabiamente chamam de "Quality time", persiste em mim algo a que chamo de autêntico "turn off"- as palavras. Sei bem que é algo que muitas pessoas gostam, há até aqueles que gostam de relatar desde o inicio ("excitas-me!", "faz assim", "mete assado", "estou quase lá", etc...) e há aquelas que adoram ouvir. Já ouve quem me cobrasse o silêncio, no entanto eu prefiro usar a linguagem corporal ou inevitávelmente deixar escapar uns sons ou uns gemidos, a verbalizar a coisa. Claro que não começo muda e acabo calada, se tiver de dizer necessáriamente alguma coisa, como "vamos lá com mais calma que eu não tenho pressa de chegar a lado nenhum", então eu digo, exactamente para evitar que uma experiência que eventualmente possa ser boa, acabe em frustração. Mas quando começa a haver muita verbalização confesso que não me agrada. Não consigo explicar porquê, confesso. Farto-me de pensar nisso, uma vez que tantas pessoas são adeptas de verbalizar o seu "tempo de qualidade", algumas até necessitam disso para que realmente seja de qualidade.
A mim dá-me vontade de soltar um "CALA-TE lá e trabalha mais se faz favor"

Depois há a questão da verbalização ordinária. E quando digo ordinária, não é só com a conotação de ofensiva, mas também ordinária de rasca. Pérolas do português pornográfico como "f**e-me", "vou-te dar uma f**a", "vou-me esp***ar todo/a", "mete-o todo" e por aí fora, na minha opinião são autênticas "turn off's". Lá porque as meninas dos filmes que andas a ver gostam de falar ou que falem com elas assim, isto aqui não tem guião, ok? Estamos aqui os dois, e para mim basta-me ver-te a contorcer-te, a cerrar os olhos, a morder os lábios, a gemer, e sentir o teu coração acelerado, e isso sim, faz-me querer mais e mais e repetir.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Acho engraçada...

... a ilusão que a grande maioria dos homens tem em relação aos encontros casuais. Essa maioria pensa, nem que seja inconscientemente, que uma vez que não tem qualquer intenção futura para com a vítima, não está a fazer nada senão usá-la. Apenas e só. Como quem fuma um cigarro até este acabar e deita a beata para o chão. Aquele cigarro acabou, e fuma-se outro igual. Mas esquecem que, também as mulheres usam os homens. Por todos os motivos e mais algum, do mais incompreensível ao mais desculpável. Há aquelas que usam os homens pelo dinheiro. Ou pela fama. Ou para lixar alguma amiga (!). Ou porque o alcóol libertou a líbido. Ou porque não estão para estar sozinhas. Ou porque simplesmente apetece-lhes ter sexo com aquele que quimicamente escolheram. E por outros inúmeros motivos considerados ainda pouco nobres nos dias que correm. A liberdade sexual, tanto dos homens como das mulheres, anda por aí mas não à descarada. Principalmente no que toca às mulheres. Existem ainda os preconceitos. Sempre foi mais fácil julgar que assumir. E assim andam as pessoas de olhos vendados, a fingir que isto não é uma realidade. Eu tornei-me exigente com a idade, ou com a experiência. Selecta até diria eu. Mas não tenho de passar fome por causa disso, pois não? Nem tenho de enganar ninguém (muito menos a mim própria). E importar-me com o que possam pensar, dizer, sentir. Sim, talvez seja um pouco egoísta, mas não tenho culpa de ter expectativas altas e ainda não ter encontrado alguém que "me tome pelas rédeas".
A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros, mas ninguém é obrigado a nada no que toca ao sexo casual. Que é um risco que se corre, das coisas darem para o torto, isso é. Mas vale a pena o risco!!

Distância

Estou distante embora próxima. Isto porque não sou eu quem aqui está. Não por completo. Falta aquela metade. Aquela metade que une as pessoas. Estou aqui, mas não estou a pensar. Não me interessa o dia de ontem, nem o de amanhã, só esta noite - e tirar o melhor partido.
Agora, sou livre, solta, sem fronteiras castradoras. Acendo um cigarro na tua sala enquanto te ausentas e sinto-me estranhamente íntima. E com isso, incomodada. Está na hora de ir.

Hipocrisia

Há aqueles que fazem o que querem, porque querem.
Há aqueles que não fazem porque não querem.
E há aqueles que querem fazer mas não fazem, por causa daquilo que os outros possam falar ou pensar.
Tenho pena deles.